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» » População de Puxinanã reclama do pessimo serviço das Vans que fazem transporte Clandestino

Em Puxinanã, cerca de 8.000 mil pessoas dependem das vans que fazem o transporte alternativo do município para Campina Grande. A comunidade alguns anos atrás tinha o serviço feito por uma empresa de ônibus legalizada e que deixou de prestar os serviços devido a invasão de "transportes alternativos" o que tornou inviável economicamente a rota, que ainda passa por São José da Mata. A população que trocou o legal pelo ilegal agora sofre com o abandono e os desserviços daqueles que no primeiro momento parecia viável agora causa transtornos a quem depende do transporte.

Os usuários do transporte alternativo reclamam de várias situações: Falta de pontualidade nos horários, não respeitam rota, após as 18 h não pegam mais passageiros e vários são deixados em Campina Grande, não cumpre a cobrança especial para estudantes e os descontos entre outros fatores relatados ao Portal pelos usuários.

Uma estudante que pediu para não ser identificada, com medo de represálias afirmou que não se conforma em sair da Escola e não ter mais vans a partir das 18h. " Não me conformo de ter tantas vans e à noite não ter nenhuma, só isso. E a galera que quer voltar para casa fica sem opção, uma irresponsabilidade total, povo sem compromisso, alem disso cobram a taxa que quer injustamente, idoso não tem prioridade, a "meia-passagem" estudantil só tem MEIA no nome, pois inteira custa R$ 3,50 e estudante R$ 2,50, Aonde fica a meia passagem que os estudantes tem por direito?" questionou a Estudante.

O Sitrans, órgão que controla o Sistema de transporte publico de Campina Grande vem questionando na justiça a atividade do transporte alternativo, considerado inclusive Ilegal pela Justiça, mas que na questão intermunicipal recebe inclusive incentivo do Governo Estadual. Combatemos a ilegalidade e seus efeitos, mas a forma desleal como as empresas enfrentam os alternativos terminam criando esse desequilíbrio econômico e os problemas enfrentados por um sistema deficitário, a população de Puxinanã vivencia o caos no transporte publico exatamente pela ausência da legalidade e por isso os Alternativos terminam criando suas regras, sem obedecer a principal que é o melhor serviço a população" disse o Superintendente do Sitrans Anchieta Bernardino.

Outro passageiro que usa os alternativos afirmou  que é obrigado a se expor em risco nas viagens. Para ele o transporte clandestino afeta a segurança publica e viária, bem como prejuízos financeiros ao estado e aos prestadores regulares do sistema de transporte público. "Há casos de ameaças desses prestadores a nós que reclamamos e não podemos pedir inclusive a regulamentação" concluiu.

A falta de combate ao transporte ilegal causou a população de Puxinanã esses problemas que agora precisam ser corrigidos.






Edson Pereira

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