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Com grana curta, brasileiros atrasam contas de água e luz


Contas
Qualquer pessoa que administre o orçamento familiar percebeu que este ano as contas básicas estão mais caras. Os brasileiros com menor renda sentem ainda mais os reflexos da inflação, já que a renda não acompanha o aumento dos preços dos produtos essenciais.
Só na Grande São Paulo, a energia elétrica aumentou foi de 83,23% em dois anos e meio. Resultado disso: com menos dinheiro disponível, cresceu o número de pessoas com contas de luz e água atrasadas, segundo levantamento do SPC (Serviço de Proteção ao Crédito).
Atrasar pagamento de conta é prática condenável, afinal os boletos têm datas de vencimento para o débito ser quitado naquele dia. Porém, deixar de pagar uma conta de luz, água, telefone ou condomínio por um curto período de tempo pode não ser tão ruim para quem está apertado.
Isso porque os juros cobrados são, em média, de 1% ao mês, mais uma multa 2%. A avaliação é de Renato Meirelles, presidente do Data Popular, instituto especializado em estudar o comportamento de consumo das classes C, D e E.
— A inadimplência dessas contas cresce mais porque elas têm juros menores. Não é que a pessoa ache menos importante não pagar a conta de luz. Mas é que ela pode atrasar dois meses pagando quase nada de juros antes que cortem. Muito diferente do cartão de crédito, por exemplo.
O número de pessoas que ficaram com o nome sujo por não pagar contas de luz e água aumentou 13,31% em maio na comparação com o mesmo mês de 2014, segundo o último levantamento do SPC. No setor de comunicações, que inclui TV, telefone e internet, a alta foi de 12,02%. Mas existe outro problema que vai além dos juros, segundo a economista-chefe do SPC, Marcela Kawauti.
— O resultado também reflete a disposição crescente dessas concessionárias em negativar os consumidores inadimplentes, como forma de acelerar o recebimento dos compromissos em atraso.
Na opinião de Marcela, nem sempre os brasileiros observam a mordida dos juros, gerados por uma conta em aberto, mas o que vai ser cortado primeiro.
— Nessas horas, a maioria acaba sendo imediatista. Se for a água que corre o risco de ser cortada, é a primeira que vai ser paga.
José Vignoli, educador financeiro do SPC, diz que as famílias que estão enfrentando situações como essa precisarão cortar gastos.
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— Muitas das pessoas estão fazendo um rodízio de não pagar a água para pagar a luz para não ser cortada. A pessoa que chega a esse estágio, muitas vezes, já passou pelo cheque especial e pelo cartão de crédito. Mas, se essa atitude for temporária, para que ela adeque o orçamento para uma vida equilibrada, não interessa a que nível, mas equilibrada, isso pode ser passageiro.
Experiência da classe C
O presidente do Data Popular diz que a experiência mostra que, apesar de ser a que mais sofre, a classe C consegue administrar bem situações de crise.
— O que a gente tem é o [ministro da Fazenda] Joaquim Levy dentro de cada casa brasileira, que é a dona de casa, que está fazendo o ajuste dela. Conta uma conta, atrasa outra, para poder equilibrar o orçamento. Isso é o que vai fazer a diferença. A classe C sabe se virar na crise muito melhor, vai fazer compras no atacado, usa celular de quatro chips… Para a classe C, crise não é exceção, é regra.
Aperto
Os próximos três meses serão “mais do que difíceis” na avaliação da costureira Maria Aparecida Souza. Isso porque ela vai ter que incluir uma dívida a mais no orçamento: a renegociação da conta de água. Serão cerca de R$ 120 mensais que não estavam previstos, mas ela admite que não teve outra saída.
— Fui obrigada a atrasar a conta de água porque fiquei doente e não pude trabalhar por mais de duas semanas. Aí virou uma bola de neve, continuei deixando de pagar a água para pagar outras contas e deu no que deu.
Aos 52 anos, ela conta que nunca havia passado por situação parecida.
— Parece que minha vida virou de cabeça para baixo. Ultimamente, tudo está mais caro. Para piorar, muitos clientes já não aparecem mais como antes. Os que continuam estão gastando menos, sempre pechincham.
Para Ricardo Meirelles, do Data Popular, as dificuldades enfrentadas por Maria Aparecida e por outros milhões de brasileiros servirão de lição. Os hábitos de consumo das famílias tendem a mudar a partir de agora.
— O amadurecimento do consumidor é permanente. A única coisa é que não precisa se desesperar. Esta não é a primeira e nem a última crise que o Brasil vai viver.
R7
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Conta de energia elétrica poderá sofrer novo reajuste ainda este ano

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Como se não bastasse o aumento extra na conta de luz com a implantação das bandeiras tarifárias, o consumidor pode pagar ainda mais ainda este ano. Levantamento da Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL), mostra que o sistema das bandeiras, que eleva mensalmente as contas, não foi suficiente para cobrir os gastos das distribuidoras com o uso das térmicas e com a compra extra de energia.
Segundo levantamento da Folha de S. Paulo, de janeiro a abril, as despesas somaram R$ 5,5 bilhões. A diferença, de R$ 1,6 bilhão, vem sendo absorvida pelo caixa das distribuidoras. A Folha apurou que as elétricas foram à Aneel demonstrar preocupação com o cenário, uma vez que elas estimam só poder suportar descasamentos de até R$ 1 bilhão sem comprometer as atividades ou os investimentos.
Projeções feitas pelo setor, porém, apontam que a conta pendente é ainda maior: um deficit superior a R$ 4 bilhões. Nesse cálculo, além do descasamento das bandeiras, as distribuidoras consideram quase R$ 2,5 bilhões em aberto com despesas em 2014. O valor foi gasto com a compra adicional de energia contratada em leilão e com o pagamento das tarifas de transmissão que sofreram ajuste, ambos ainda não restituídos ao caixa das empresas.
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Aécio Neves é reeleito para presidir o PSDB por mais dois anos


Convenção nacional reconduziu senador ao comando do partido até 2017.
Evento partidário, realizado em Brasília, contou com a presença de FHC.


Do G1, em Brasília

Senador Aécio Neves (PSDB-MG), que vai ser reconduzido neste domingo, 05, à presidência do PSDB, acompanhado do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e do governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (Foto: André Dusek/ Estadão Conteúdo)Reeleito presidente nacional do PSDB, o senador Aécio Neves se sentou ao lado do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e do governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, durante convenção do PSDB, em Brasília. (Foto: André Dusek/ Estadão Conteúdo)
Oito meses após ser derrotado na corrida pelo Palácio do Planalto, o senador Aécio Neves (MG) foi reeleito neste domingo (5) por integrantes do PSDB para mais um mandato no comando do principal partido de oposição do país. Candidato único na eleição interna, o parlamentar tucano foi aclamado pelos colegas de sigla durante convenção nacional realizada em um hotel de Brasília.
Expoentes do PSDB, como o ex-presidente da República Fernando Henrique Cardoso, o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, e os senadores José Serra (SP) e Aloysio Nunes (SP), prestigiaram o evento partidário. Além deles, centenas de militantes, parlamentares e dirigentes tucanos de todo o país lotaram o centro de convenções do hotel Royal Tulip, localizado a cerca de 500 metros de distância do Palácio da Alvorada, residência oficial da Presidência da República.
Aécio ingressou no auditório do centro de convenções, por volta das 11h30, acompanhado por FHC. No percurso até o palco, o presidente reeleito do PSDB foi assediado por militantes tucanos, que tentavam se aproximar dele para tirar selfies. Em coro, integrantes da ala jovem do PSDB saudaram o senador mineiro com palavras de ordem, como "A juventude já decidiu, Aécio Neves presidente do Brasil".
Mesmo depois da derrota nas urnas para a presidente Dilma Rousseff em 2014, Aécio se fortaleceu internamente no PSDB nos últimos meses diante da crise política e econômica enfrentada pelo governo da petista. Ele é um dos potenciais candidatos do partido oposicionista para disputar a sucessão de Dilma em 2018. Outros nomes lembrados pelos tucanos para a próxima disputa presidencial são os de Geraldo Alckmin e José Serra, que também já concorreram à Presidência.
Aécio assumiu o comando do PSDB em maio de 2013, antes de ele oficializar sua candidatura à Presidência da República nas eleições do ano passado. Na ocasião, o tucano foi eleito para a presidência da legenda com 97,3% dos votos dos integrantes do PSDB.
Críticas ao governo Dilma
Ao longo da convenção, os oradores do PSDB centraram seus discursos em críticas e acusações à presidente da República e ao PT.

Candidato derrotado à Presidência em 2002 e 2010, José Serra declarou, durante discurso de cerca de 20 minutos, que o Brasil está enfrentando, neste momento, a pior crise que ele já viu desde que se conhece por gente. Conforme o senador tucano, o país registra desemprego elevado, além de queda do consumo e da renda.
Serra disse que o Brasil só voltará a apresentar crescimento consistente do emprego e da renda se ocorrer uma "reindustrialização". "Será uma missão muito dificil [sair da crise], por conta do estrago feito pela era petista, que foi e é gigantesco. [...] Se Deus quiser, o Brasil terá melhores governos", opinou.
O líder do PSDB no Senado, Cássio Cunha Lima (PB), convocou os integrantes da sigla a irem às ruas para "salvar o país". Em tom irônico, ele disse que o partido não defende golpe.
"Golpe foi o que eles praticaram contra o povo brasileiro", ressaltou o senador tucano, em referência ao governo petista.
Cunha Lima declarou ainda que, durante anos, o PT tentou dividir o Brasil. "O Brasil hoje está dividido. Do lado de lá, governo corrupto do PT, do lado de cá, o povo brasileiro que vai às ruas."
O líder do partido na Câmara, deputado Carlos Sampaio (SP), atribuiu ao governo do PT a responsabilidade por problemas registrados na saúde pública.

O presidente nacional do PPS, deputado Roberto Freire (SP), defendeu uma "intervenção das forças democráticas" do país para fazer frente à gestão de Dilma. Para ele, o clímax da crise econômica ainda não foi atingido no Brasil. "[A crise econômica] vai se aprofundar, piores consequências teremos", enfatizou.
Oposição
Dirigentes e parlamentares de outros partidos, incluindo um senador de uma legenda que integra a base aliada da presidente Dilma Rousseff, também discursaram na convenção nacional do PSDB. Diante da militância tucana, eles teceram duras críticas à gestão petista.

Presidente do DEM, o senador Agripino Maia (RN) chegou a falar em "antecipar eleições", em razão de suspeitas de abuso de poder econômico por parte do PT na eleição de 2014. Na visão de Agripino, Dilma "terceirizou o país" e não controla todas as áreas do governo. "O Brasil quer um presidente que manda", observou o presidente do DEM.
Já o senador do PR Magno Malta (ES) disse que, apesar de o partido dele fazer parte da base governista, ele se considera "da base do povo". O parlamentar do PR arrancou aplausos da militância tucana ao afirmar que os parlamentares não devem "dar refresco" aos pacotes que são enviados pelo Palácio do Planalto ao Congresso Nacional.
Em meio ao evento, o locutor leu uma carta enviada pelo presidente nacional do PSB, Carlos Siqueira, que não compareceu à convenção. No texto, o dirigente do PSB, partido que apoiou Aécio no segundo turno da eleição presidencial do ano passado, falou em superar a situação atual do país.
"Expresso minha esperança de que forças políticas e democráticas possam criar condições necessárias para superar as dificuldades vividas pelos brasileiros", disse Siqueira no comunicado.
Executiva Nacional
Em meio ao evento, além de elegerem Aécio para presidência da legenda, os 528 delegados do PSDB também definiram os novos integrantes da Executiva Nacional e do Diretório Nacional. Na votação, Fernando Henrique foi mantido como presidente de honra da sigla.

Foram escolhidos ainda para a Executiva Nacional sete vice-presidentes, um vice-presidente jurídico, secretários e tesoureiros (veja a lista completa ao final desta reportagem).
Na convenção, também foram definidos os membros dos conselhos de ética, fiscal e político, além do presidente do Instituto Teotônio Vilela.
Veja a composição da nova executiva nacional do PSDB:
Presidente de honra
Fernando Henrique Cardoso (SP), ex-presidente da República

Presidente
Aécio Neves (MG), senador

Vice-presidentes
Aloysio Nunes Ferreira (SP), senador
Flexa Ribeiro (PA), senador
Tasso Jereissati (CE), senador
Bruno Araújo (PE), deputado federal
Giuseppe Vecci (GO), deputado federal
Mariana Carvalho (RO), deputada federal
Alberto Goldman, ex-vice-governador de São Paulo

Vice-presidente jurídico
Carlos Sampaio (SP), deputado federal

Secretário-geral
Silvio Torres (SP), deputado federal

1º Secretário
Antonio Imbassahy (BA), deputado federal

2º Secretário
Nilson Leitão (MT), deputado federal

Tesoureiro
Rodrigo de Castro (MG), deputado federal

Tesoureira-adjunta
Thelma de Oliveira

Vogais
Paulo Bauer (SC), senador
Jutahy Junior (BA), deputado federal
Eduardo Cury (SP), deputado federal
Daniel Coelho (PE), deputado federal
Arthur Bisneto (AM), deputado federal
Rita Camata (ES), ex-deputada federal
Yeda  Crusius, ex-governadora do Rio Grande do Sul
Firmino Filho, prefeito de Teresina (PI)
Andrea Matarazzo, vereador de São Paulo
Eduardo Jorge, ex-ministro da Secretaria-Geral

Suplentes
Alfredo Kaefer, deputado federal
Geovania de Sá, deputada federal
Moema São Thiago
Terezinha Nunes
Nancy Thame
Marcos Antonio
Fernandes
Luislinda Valoi
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JP e outras 26 cidades podem ficar sem recursos para trânsito


JP e outras 26 cidades podem ficar sem recursos para trânsito
 Na Paraíba, das 28 cidades que obrigatoriamente deveriam ter implantado planos de mobilidade urbana, apenas um cumpriu a exigência. As outras 27 cidades ainda não cumpriram e agora correm o risco de perder recursos para o trânsito.

Segundo levantamente divulgado essa semana é da ONG Educar para o Trânsito Educar para Vida (ETEV), apenas Campina Grande já se enquadra na regulamentação da Lei 12.587/12, que obrigou a apresentação do plano até abril para todas as cidades com mais de 20 mil habitantes.

De acordo com o presidente da ONG, Luiz Carlos, a pesquisa foi feita pelos voluntários da ETEV com base nos dados do Ministério das Cidades e do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

"Assim que o prazo encerrou, em abril, começamos a fazer o levantamento e cruzamento dos dados e após dois meses de pesquisa, chegamos a conclusão apresentada nesta quinta-feira", disse.

O prazo definido pela lei foi de três anos. O não cumprimento acarretará no impedimento que esses municípios recebam recursos orçamentários federais destinados à mobilidade urbana, até que regularizem sua situação, ou seja, apresentem o plano de mobilidade.

Não cumpriram a exigência os municípios de João Pessoa, Santa Rita, Patos, Bayeux, Sousa, Cabedelo, Guarabira, Sapé, Mamanguape, Pombal, São Bento, Esperança, Catolé do Rocha, Alagoa Grande, Pedras de Fogo, Lagoa Seca, Solânea, Itabaiana, Rio Tinto, Areia, Conde, Princesa Isabel, Bananeiras, Mari, Caaporã, Cuité e Alagoa Nova.

Ação judicial

A 2ª Promotoria do Meio Ambiente e Patrimônio Social de João Pessoaajuizou uma ação civil pública requerendo a imediata elaboração do plano de mobilidade urbana na capital paraibana, na forma prevista na Lei nº 12.587/2012, no prazo máximo de 30 dias para a implementação e execução.

A ação requer ainda a suspensão do repasse e transferência de recursos federais para João Pessoa, destinados à mobilidade urbana, até a resolução do caso. Segundo o Ministério Público, prefeitura foi notificada, ainda no início de março, para apresentar o plano.



 G1
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Manoel Júnior marca reunião do PMDB para o dia 11 para bater martelo sobre candidatura própria em João Pessoa


Manoel Júnior marca reunião do PMDB para o dia 11 para bater martelo sobre candidatura própria em João Pessoa
O deputado federal Manoel Júnior deve travar uma verdadeira quebra de braço com o deputado estadual Gervásio Maia na decisão do PMDB lançar ou não candidatura própria para prefeito nas eleições de 2016.


Depois da reunião que o diretório realizou há duas semanas, agora é a vez de Manoel Júnior convocar um novo encontro da Executiva Municipal para o dia 11 (sábado), com o mesmo propósito de discutir a questão. Mas o parlamentar, que defende candidatura própria, não tem dúvidas de que o martelo será batido nesse encontro.


“Não tenho dúvida nenhuma de que a Executiva Municipal do PMDB vai fechar com candidatura própria. Isso é quase uma unanimidade dentro do partido”, afirma Manoel Júnior. Ele lembra, inclusive, que até o próprio senador José Maranhão, presidente estadual do PMDB, admitiu na última reunião a possibilidade da legenda se aliar com o PSDB nesse processo.


Manoel Júnior respeita o posicionamento de Gervásio em querer marchar junto com o PSB do governador Ricardo Coutinho. “Essa é uma posição de Gervásio. Mas a maioria quer a candidatura própria e ele (Gervásio) vai ter que seguir o partido”, esclarece.


O deputado federal revela que, depois da definição de que o PMDB terá candidatura à prefeito em 2016, vai começar a discutir alianças com outros partidos e montar uma Frente das Oposições. “A próxima etapa será discutir alianças com outros partidos, como PSC, PR, PP, PSDB e montar, com esses e outros partidos, uma Frente das Oposições”, explica o peemedebista.


Ele ressalta que não vai impor sua candidatura e defende que o nome saia dessa Frente. “Não vou impor minha possível candidatura. Vamos discutir e avaliar o melhor nome com a Frente das Oposições”, finaliza.
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‘Não queria estar na pele de Dilma’, diz ministro do STF

Agência Brasil
Ministro demonstra preocupação com futuro político do país
Há 25 anos julgando causas as mais diversas no Supremo Tribunal Federal (STF), o ministro Marco Aurélio concedeu entrevista ao jornal Correio Braziliense e falou sobre crise política (“muitíssimo séria”, disse), experiência com a toga, Lava Jato, decepção com o PT, PEC da Bengala. E de mandioca.
Instado a dizer se gostou da comparação que a presidenta Dilma Rousseff fez entre os atuais delatores de investigações e os presos da ditadura, que precisavam mentir sob tortura, o magistrado lembrou de outro discurso da petista – em 23 de junho, no discurso de abertura dos Jogos Mundiais dos Povos Indígenas, quando ela fez uma saudação à mandioca como alimento ancestral. Marco Aurélio disse que tem o tubérculo plantado em casa e que convidaria Dilma, que estaria “abandonada”.
“Prefiro a ênfase que ela deu à mandioca. Sabe que eu gosto muito de uma mandioca? Tenho plantada em casa. E é maravilhosa, é muda da Embrapa. É uma mandioca muito boa. A Dilma nunca comeu mandioca aqui em casa”, disse o ministro. “O senhor a convidaria?”, quiseram saber as interlocutoras Ana Dubeaux, Ana Maria Campos e Denise Rothenburg, que assinam a entrevista.
“Convidaria. Eu não queria estar na pele da presidente. Isolada do jeito que ela está e envolvida pelo sistema. Eu a tenho como uma pessoa honesta”, acrescentou Marco Aurélio.
O ministro diz acreditar que, na solidão presidencial, Dilma foi abandonada pelo próprio partido, e agora tem de lidar com as afrontas dos presidentes do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), e da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), hoje em dia adversários declarados do PT. “Ouvi outro dia um político muito experiente [Cunha] falar em algo que não é da nossa cultura: parlamentarismo. E o primeiro ministro seria, já com um poder maior do que tem agora, o vice-presidente Michel Temer. Agora, três anos e cinco meses com o governo precisando adotar medidas antipáticas. Não sei qual é a solução”, observou o ministro.
Quando as jornalistas comentaram sobre a “grande pergunta” do mensalão, se o ex-presidente Lula sabia de tudo, e estenderam a questão a Dilma e seu nível de conhecimento sobre o petrolão, Marco Aurélio foi diplomático. “Não posso subestimar a inteligência alheia. Não posso conceber que uma pessoa que chegue a um cargo como o de presidente da República permaneça alheia ao que está ocorrendo”, sentenciou o magistrado, com a ressalva de que não diz que Dilma é desonesta ou “tenha tido vantagem pessoal” nos desvios de corrupção na Petrobras.
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Reforma política deve voltar à pauta da Câmara nesta semana


Outro destaque que deve ser analisado pelos deputados é a MP que trata do refinanciamento das dívidas fiscais e trabalhistas dos clubes de futebol profissional
Divulgação
Câmara Federal
A Medida Provisória (MP) 671/15, que trata do refinanciamento das dívidas fiscais e trabalhistas dos clubes de futebol profissional, é um dos destaques da pauta do Plenário da Câmara dos Deputados na próxima semana. Os deputados também deverão analisar, em segundo turno, a proposta de reforma política (PEC182/07), já aprovada em primeiro turno pelo Plenário em junho.



A MP 671/15 cria o Programa de Modernização da Gestão e de Responsabilidade Fiscal do Futebol Brasileiro (Profut), um instrumento de refinanciamento que exige dos clubes que aderirem o cumprimento de critérios de responsabilidade fiscal e de gestão interna.

O relatório do deputado Otavio Leite (PSDB-RJ) fixa em até 240 meses o prazo do parcelamento das dívidas dos clubes, seja de futebol ou não, além de prever parcelas menores nos 60 primeiros meses. O texto mantém as normas de responsabilidade fiscal e gestão.

As novas regras envolvem também as entidades de administração do esporte (federações, confederações e ligas), tanto em relação ao parcelamento quanto à gestão transparente.

Punições
Enquanto a MP original previa o rebaixamento para a divisão inferior ou a proibição de participar do próximo campeonato como penalidades pelo descumprimento das regras de gestão transparente, o texto do relator modifica essas penalidades.

Ele manteve apenas a proibição de contratações de jogadores como penalidade que pode ser aplicada pelas federações e confederação contra o clube que descumprir as regras de gestão.

Além disso, o relatório cria uma nova loteria federal instantânea, na forma de raspadinha, em parceria com a Caixa Econômica Federal. Parte dos recursos arrecadados com a loteria deverá ser destinada aos clubes, com a condição de que eles usem a verba para investir nas categorias de base e subsidiar ingressos a preços populares.

Reforma política
A partir das 19 horas da terça-feira, em sessão extraordinária, será votada, em segundo turno, a proposta de reforma política (PEC 182/07).

Entre os principais temas aprovados pelos deputados, estão o fim da reeleição, o financiamento privado de campanhas com doações de empresas a partidos políticos, cinco anos de mandato para os ocupantes de todos os cargos eletivos, mudança na data de posse de governadores e presidente da República e acesso ao Fundo Partidário e ao tempo de rádio e TV apenas para legendas com pelo menos um deputado eleito.
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Sem combinar, Damião prepara Lígia para suceder Ricardo

ligiadamiaoO PDT da família Feliciano já se prepara para quando assumir o governo em abril de 2018, substituindo o governador Ricardo Coutinho (PSB). Ele deve se afastar do cargo para concorrer a vaga de senador. Os pededistas familiar não tiram o olho da folha do calendário, riscado com os seis primeiros meses do mandato da vice-governadora Lígia Feliciano.
“Ninguém duvide da determinação de Damião (Feliciano), que para alcançar este objetivo tirou do governo todos os demais membros de sua família”, disse um interlocutor em entrevista veiculada no portal Wscom.
A informação repassada é que “o deputado Damião Feliciano – proprietário do PDT Estadual – já tem um marqueteiro renomado trabalhando esse projeto”, noticiou o portal e complementa os detalhes com mais declarações do interlocutor que não teve o nome revelado. “Não existe hipótese dele recuar”, garantiu.
Porém, o mesmo interlocutor – diz-se ter livre transito nos corredores do Palácio da Redenção – não disse se Damião já combinou com Ricardo se a esposa Lígia será a candidata a sucedê-lo em 2018.
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Papa Francisco inicia no Equador visita a países da América do Sul

O Papa Francisco iniciou neste domingo (5) uma histórica viagem à América Latina, quando visitará Equador, Bolívia e Paraguai, países "periféricos" marcados pela desigualdade, a pobreza e décadas de opressão e humilhação. É a nona viagem internacional de seu pontificado.
Francisco decolou às 9h (horário local, 4h em Brasília) do aeroporto romano de Fiumicino e, após percorrer mais de 10.000 quilômetros, aterrissará no aeroporto Mariscal Sucre da capital equatoriana, Quito, às 15h locais (17h em Brasília).
O país é atualmente palco de uma série de protestos contra o presidente Rafael Correa, por causa do aumento de impostos e da suposta autocracia do governo. Correa demonstrou preocupação e definiu as manifestações como uma tentativa de estragar a viagem do pontífice ao continente. Apesar disso, as ruas da capital estão tomadas por cartazes com homenagens ao Sumo-Pontífice. 

Até quarta-feira (8) de manhã, o Papa Francisco terá compromissos no Equador. Em Quito, ele visitará o Presidente da República no Palácio Presidencial “Carondelet”, dentre outros encontros. Também conhecerá a cidade de Guaiaquil, a maior do país.

O Papa Francisco fala a fiéis em frente à basílica de Nossa Senhora Auxiliadora, durante visita a Turim, na Itália, no domingo (21) (Foto: Reuters/Alessandro Garofalo)
O Papa Francisco tem encontros marcados com os
presidentes do Equador, Bolívia e Paraguai
(Foto: Arquivo Reuters/Alessandro Garofalo)
Em seguida, o pontífice viaja até a Bolívia, onde também tem um compromisso com o presidente Evo Morales. No país, rezará a Santa Missa na Praça Cristo Redentor, em Santa Cruz de la Sierra, e participará do II Encontro Mundial dos Movimentos Populares, na Expo Feria. É esperado que ele defenda os direitos dos indígenas no país.

E na sexta (10), o Papa Francisco desembarca em Assunção, no Paraguai, para um encontro com o presidente Horacio Cartes e outras autoridades, no Palácio de los López. Durante o sábado (11), passará pelo Hospital Pediátrico “Niños de Acosta Nu” e rezará a Santa Missa na praça do Santuário Mariano de Caacupé.

Para finalizar a visita à América do Sul, o pontífice se encontra com os bispos do Paraguai, no sábado, no Centro Cultural da Nunciatura Apostólica, e com jovens do país, na Avenida Costanera de Assunção. Às 19 horas, ele retorna para Roma, na Itália.

Francisco, que completou 78 anos em dezembro, tomará nada menos que sete aviões e pronunciará 22 discursos, em uma das viagens mais "intensas" que fez desde que foi eleito Papa, em março de 2013.

A visita do Papa Francisco ao seu continente natal inclui três países em que boa parte da população é católica: Equador, Bolívia e Paraguai têm mais de 80 por cento de fiéis. Apesar dos números expressivos, a Igreja está perdendo seguidores para os grupos evangélicos protestantes da região.
Em setembro, ele retorna à América, desta vez a Cuba e Estados Unidos, após sua mediação histórica para a reconciliação entre os dois países e num momento em que seu prestígio continua a aumentar entre os católicos em todas as Américas.
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Homens armados promovem tiroteio contra famílias de posseiros, no Agreste da PB

Homens armados promovem tiroteio contra famílias de posseiros, no Agreste da PB
As sessenta famílias de posseiros que estão ocupando as terras da fazenda Fazendinha, em Mogeiro, no Agreste paraibano, passaram mais uma noite de muita tensão na noite deste sábado (4). "Ontem, à noite, as famílias tiveram que se proteger de uma 'chuva de tiros' promovida pelos capangas contratados pelos donos da terra que são Mário Silveira e o filho dele, José Otávio", denunciou o deputado estadual Frei Anastácio (PT), que também é presidente da Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa.
Segundo o deputado, a ação dos capangas só cessou depois que ele solicitou providências ao delegado da região, Hulgo Helder Porto Barreto, que enviou três viaturas de polícia para a fazenda e os capangas fugiram para outra propriedade da família Silveira, chamada Areial. "Protegidos pela escuridão, eles fizeram muitos disparos em direção ao acampamento onde as famílias estão.Foram momentos de muito medo para os posseiros",destacou Frei Anastácio.
O parlamentar lembrou que, no dia 29 de junho, a polícia chegou a trocar tiros com oito capangas, no mesmo local, depois que eles ameaçaram as famílias de posseiros. Um capanga, conhecido por "Bombado", foi preso usando uma espingarda de repetição calibre 12. "Ele trocou tiros com a polícia, foi preso por porte ilegal de arma e por ameaçar as famílias. Mas, no da seguinte foi liberado, depois de pagar fiança, e deve ter comandado o tiroteio de ontem à noite", lamentou o deputado.
De acordo com o deputado, os proprietários da fazenda estão querendo expulsar os posseiros na base do terrorismo. Eles sabem que as famílias possuem direito a terra. "Elas trabalharam, desde os avos, em sistema de "cambão", ou seja, plantavam numa área só um ano. No ano seguinte tinham que fazer roçado em outro local, porque os patrões usavam a área agricultável para criação de animais, tiveram uma vida muito dura", disse o deputado.
Frei Anastácio lembrou que já existe ordem de despejo das 60 famílias de posseiros que estão nas terras onde está havendo esse conflito. "Mesmo tendo direito a terra, a justiça paraibana já concedeu ordem de despejo. O pior é que se isso acontecer, mais de 50 hectares de plantação de milho e feijão feita pelas famílias serão destruídas, se elas forem despejadas", lamentou o deputado.
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Mega-Sena acumula e pode pagar R$ 33 mi na quarta-feira


Ninguém acertou as seis dezenas do concurso 1719 da Mega-Sena, realizado na noite deste sábado em Garça, São Paulo. De acordo com a Caixa, o prêmio está acumulado em R$ 33 mlhões para o sorteio da próxima quarta-feira .Veja os número sorteados neste sábado, no concurso que valia R$ 11,5 milhões:
01 - 22 - 31 - 34 - 44 - 54
Segundo a Caixa, 45 pessoas acertaram a quina e cada uma vai receber R$ 57.989,50. Outras 3.009 pessoas acertaram a quadra e vão receber R$ 1.238,91 cada.
O próximo sorteio será realizado às 20h30 de quarta-feira (08). A aposta mínima na Mega-Sena é de R$ 3,50 e pode ser feita até as 19h do dia do sorteio, em qualquer uma das casas lotéricas espalhadas pelo País.



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Delator da Lava Jato detalha repasse de propina a ex-ministro Edison Lobão


Ricardo Pessoa disse que procurou Lobão e pagou R$ 1 milhão a ele.
Defesa do ex-ministro de Minas e Energia afirmou que não há provas.


Da TV Globo

Documentos obtidos pelo Jornal Nacional apontam que o dono da construtora UTC, Ricardo Pessoa, declarou que pagou R$ 1 milhão para o então ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, e detalhou as negociações. As declarações foram feitas na delação premiada do empreiteiro, durante as investigações da Operação Lava Jato.
 
Pessoa afirmou que procurou Lobão, enquanto ele era ministro de Minas e Energia, para pedir que houvesse ingerência política em favor dos interesses do consórcio responsável pelas obras da usina nuclear Angra 3. A UTC, empresa de Pessoa, faz parte do consórcio reponsável pela obra. Em troca, Pessoa declarou ter repassado R$ 1 milhão a Lobão, em duas ou três parcleas.
A defesa de Lobão, que hoje é senador pelo PMDB, informou que Ricardo Pessoa não apresentou provas e que os depoimentos não possuem qualquer respaldo jurídico. O advogado Antonio Carlos de Almeida Castro, conhecido como Kakay, disse, ainda, que o senador jamais autorizou qualquer pessoa a falar em nome dele e que irá esclarecer os fatos quando tiver acesso aos depoimentos.
O funcionamento da usina Angra 3 está previsto para ter início em 2018 e o custo total da obra é de mais de R$ 15 bilhões.
Negociação
Segundo Pessoa, a negociação ocorreu em duas reuniões oficiais entre maio e julho de 2014, quando Lobão teria indicado o nome de André Serwi pra receber pagamentos em seu nome.


A reportagem do Jornal Nacional procurou Serwi em endereços da família em Brasília, mas a informação, em dois locais, foi de que ele se mudou. No telefone indicado por Pessoa, que seria de Serwi, ninguém atendeu as ligações.Os documentos apontam que o empreiteiro afirmou aos investigadores da Lava Jato que Lobão tinha uma relação de muita proximidade com a família de Serwi. De acordo com Pessoa, Serwi chamava Lobão de "meu tio". Além disso, segundo o delator, o pai de Serwi e Lobão foram sócios na década de 1970
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